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Atualizado em 13/03/2018 às 13h40

Defesa Civil recomenda desocupação de prédios afetados por tremores de terra no Pinheiro, em Maceió

Técnicos estiveram nesta terça (13) nos blocos mais afetados no Conjunto Divaldo Suruagy. Vigas de sustentação espalhadas pelo hall e nos apartamentos mantêm de pé parede e tetos rachados. Após visita de geólogo, Defesa Civil recomenda desocupação de prédios no Pinheiro A Defesa Civil Municipal recomendou aos moradores que ainda permanecem no Conjunto Divaldo Suruagy, no bairro do Pinheiro, em Maceió, que deixem os apartamentos. Rachaduras apareceram nos prédios após o tremor de terra registrado na capital há 10 dias. O fenômeno está sendo estudado por geólogos de Brasília. Os técnicos da Defesa Civil estiveram no conjunto nesta terça-feira (13), para verificar as condições de dois dos blocos considerados de risco, e para conversar com os moradores. “Os geólogos de Brasília estiveram aqui ontem e pediram para que a gente recomendasse aos moradores para que eles se retirassem temporariamente, até que sejam concluídos os estudos. Estamos levantando também quantas famílias continuam no local”, explica Joanna Barbosa, representante do órgão Municipal. Os moradores contaram à reportagem da TV Gazeta, que também esteve no local, que o conjunto havia passado por reforma pouco antes do surgimento das primeiras rachaduras no bairro, em fevereiro. “Quando a empresa terminou o serviço, veio a primeira fissura. Eles colocaram vigas de sustentação por garantia, mas depois do tremor, piorou, porque abriu mais. Se não tivesse as vigas, seria pior”, relata o morador José Cícero da Silva. Ao todo, são mais de 270 vigas, espalhadas pelo hall do prédio e nos 12 apartamentos de um dos blocos do conjunto. Elas não podem ser retiradas, porque após o tremor no início do mês, a estrutura da construção ficou apoiada nas vigas. Em um dos apartamentos, uma delas até entortou. “Com o inverno que vem aí, podemos ter sérios problemas. A reforma terminou em 10 de fevereiro, porque o prédio já estava rachado. Cada morador gastou R$ 20 mil, e, na outra semana, teve esse problema, e agora não tem mais como recuperar”, diz a moradora Isaurina dos Anjos. Os moradores pediram à Defesa Civil a interdição oficial dos imóveis, para assim, poderem reaver prejuízos na Justiça, mas isso vai depender do resultado dos estudos que serão feitos pelos geólogos. Veja mais notícias da região no G1 Alagoas
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Autor/Fonte: Globo.com

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