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Atualizado em 21/04/2018 às 17h00

Em Santa Maria, 146 gestantes fazem exames e recebem orientações sobre a toxoplasmose

Resultados das análises devem sair em 48 horas. Como precaução, prefeitura reforçou o estoque de medicamentos, investindo quase R$ 30 mil em antibióticos e antivirais. Gestantes estão no grupo de risco da doença Reprodução/RBS TV Seis unidades básicas de saúde de Santa Maria abriram neste sábado (21) para atender exclusivamente gestantes devido ao surto de toxoplasmose que atinge a cidade na Região Central do Rio Grande do Sul. De acordo com a prefeitura, 146 mulheres grávidas fizeram exames e tiraram dúvidas sobre a doença. Os resultados das análises devem ficar prontos em 48 horas. Além disso, como precaução, a prefeitura reforçou o estoque de medicamentos, investindo quase R$ 30 mil em antibióticos e antivirais. Cerca de 6,2 mil unidades de remédios foram comprados. A prefeitura de Santa Maria já informou que, devido ao grande volume de chuva que ocorreu na cidade na manhã deste sábado, as unidades de saúde vão abrir novamente no próximo sábado (28). As gestantes estão dentro do grupo de risco, já que a doença pode comprometer o desenvolvimento do feto e até levar ao aborto. O boletim epidemiológico divulgado pela Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul na sexta-feira (20) informava que sete grávidas estavam com a doença. Já o Hospital Universitário de Santa Maria havia informado na sexta-feira que havia 12 casos de grávidas com toxoplasmose. De acordo com a instituição, sete mulheres são da própria cidade, as outras cinco são de Jaguari, São Sepé, Quevedos, Dona Francisca e São Francisco de Assis. Toxoplasmose A toxoplasmose, cujo nome popular é doença de gato, é uma doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário é facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a doença pode ocorrer pela ingestão de oocistos [onde o parasita se desenvolve] provenientes do solo, areia, latas de lixo contaminadas com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua e mal cozida infectada com cistos, especialmente carne de porco e carneiro; ou por intermédio de infecção transplancentária, ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriam a infecção durante a gravidez. Prevenção A Sociedade Brasileira de Infectologia lista algumas medidas de prevenção: Não ingerir carnes cruas ou malcozidas; Comer apenas vegetais e frutas bem lavados em água corrente; Evitar contato com fezes de gato. As gestantes, além de evitar o contato com gatos, devem submeter-se a adequado acompanhamento médico (pré-natal). Alguns países obtiveram sucesso na prevenção da contaminação intrauterina fazendo testes laboratoriais em todas as gestantes; Em pessoas com deficiência imunológica a prevenção pode ser necessária com o uso de medicação dependendo de uma análise individual de cada caso.
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Autor/Fonte: Globo.com

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