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Atualizado em 12/07/2018 às 15h00

emmy 2018: alguns acertos e vários erros nas indicações dos melhores das séries

Eu só queria uma coisa desse Emmy: que a sensacional última temporada de “The Americans” levasse o prêmio de melhor série dramática do ano. A temporada foi fenomenal, foi linda, foi incrível (a série toda é um primor). Eu sei que você acha que “Westworld” que tinha que levar, mas, acredite, não tinha. As outras concorrentes? Ah, gente. “The Crown” é ok, “This is us” é uma série cujo primeiro episódio é lindíssimo e o resto fica tentando manter essa impressão mas não consegue, “Stranger Thing” simplesmente não tinha nem que concorrer (me xinga, leitor, tá tudo bem), e “The Handmaid’s Tale” se perdeu completamente nesta segunda temporada, e a opinião nem é (só) minha, é geral. “Game of Thrones” a gente adora, mas teve a pior temporada de todas, né. Não merece Emmy de melhor série, não. Se bem que a ausência de uma indicação para a maravilhosa temporada de “Twin Peaks” é tão grave que deveriam cancelar o Emmy porque essa gente não sabe nada (levou só de direção). Queria, claro um Emmy para a Keri Russell, porque ela está muito, muito bem nesta temporada final de “Americans” - agora uma espiã russa em solo americano já no desmantelamento da União Soviética. Com ela concorrem Claire Foy de “The Crown”, Elisabeth Moss, que já ganhou o ano passado e merecia, Evan Rachel Wood que se ganhar pela Dolores eu não respondo por mim (ela é ruim, admita), e a Sandra Oh, de quem gosto muito, muito e que está muitíssimo bem em sua série nova, “Killing Eve”, que aliás deveria sim ter ganho uma indicação de melhor drama (levou só de melhor roteiro). Ah, tem a ótima Tatiana Maslany de novo, gente, há quantos anos ela interpreta seus 42 personagens clones, uns dez já? Coitada. Não quero ser monotemática (mas avisei que só queria uma coisa neste Emmy e continuo nela), mas acho que Matthew Rhys deveria ganhar um Emmy de melhor ator de drama pelo Philip de “Americans”. E nem é só porque ele arrasou nas seis temporadas e em especial na última e no episódio final. Mas é também porque ele está melhor que seus concorrentes. Ed Harris está bem ok em “Westworld”, mas Jeffrey Wright, de quem eu gosto muito, passou a temporada toda fazendo a mesmíssima expressão de “onde estou o hoje é agora eu sou eu?” – e foi culpa do roteiro, não dele, mas aí não dá para querer prêmio. Sterling K. Brown e Milo Ventimiglia: gostamos de vocês, mas este ano não. Jason Bateman está legal em “Ozark” (uma série bem boa de assistir) mas nada que mereça um prêmio, não. De ator coadjuvante até curto darem um prêmio pro Nikolaj Coster-Waldau de “GoT”, até porque nenhum dos outros concorrentes me emociona muito (Joseph Fiennes não merece prêmio, pelamor). Nas atrizes coadjuvantes também não torço loucamente por nenhuma. Você acha mesmo que a Thandie Newton merece por “WW”? Talvez Alexis Bledel, que está bem em “Handmaid’s”, ou a Lena Headey de “GoT”. Olha, se é para todo mundo ficar feliz nem ligo se a Millie Bobby Brown levar por sua Eleven, que seja. Desapeguei. Agora vamos falar de comédia? Vamos. Fiquei tão contente que a belíssima "The Marvelous mrs. Maisel" foi indicada (tem que ganhar, acho que vai, foi uma das melhores coisas do ano passado), assim como a excelente “Barry”, que nem vou comemorar a ausência de “Modern Family”, já superei isso. Indicaram até “Unbreakable Kimmy Schmidt” pela temporada curtinha, veja você (mas não leva não). “Atlanta” é ótima e bem capaz que ganhe, “Silicon Valley” não tem muita chance, “Curb your Enthusiasm” também duvido, “Glow” não, né, “Black-ish” é fofa mas não leva, ou não deveria. E aí a gente se dá conta de que não indicaram “The Good Place” nesta lista, Brasil. Como assim? Que premiação é essa? Este ano, sem Julia Louis-Dreyfus no páreo, é a chance de alguma outra atriz de comédia levar, que emoção. Eu queria muito que fosse a Rachel Brosnahan, boa demais em “Mrs. Maisel”. Para ator coadjuvante, minha torcida está sempre com Titus Burgess de “Kimmy Schmidt” (embora não tenha tido sua melhor temporada), especialmente porque indicaram o ator errado de “Barry”: em vez de Henry Winkler, que está bom apenas, a indicação tinha que ter ido pro incrível Anthony Carrigan, o Nono Hank. Mancada. Mas curto se o Alec Baldwin levar por “Saturday Night Live”. De melhor ator de comédia, o mínimo que esse pessoal tinha que fazer era dar o prêmio para o Ted Danson, excelente em “Good Place”. O mínimo. Mas aposto que Bill Hader leva, ou Donald Glover outra vez. Espero estar errada. Para terminar: Sabia que a Jessica Biel, que está ruinzinha na ruinzinha “The Sinner”, ia receber indicação só porque atuou descabelada e sem maquiagem. É engraçado ver Megah Mullally indicada como atriz coadjuvante por “Will & Grace”, que ano é hoje? Amigos, Jeff Daniels está tão, mas tão caricato em “The Looming Tower”, detesto essas indicações preguiçosas que existem só porque ele é ele. Aliás cadê indicação pro Tahar Rahim, cadê? Nem vi “American Crime Story”, mas já pensou Ricky Martin ganhando Emmy? Eu curto a ideia. Tenham vergonha na cara, votantes da academia, e deem cinco prêmios de direção para David Lynch por “Twin Peaks”, é o mínimo que vocês podem fazer. E aí a Netflix desbancou a HBO em número de indicações (112 a 108)... O fim de uma era? Se bem que ter indicação é uma coisa, ganhar é outra. Ou não.
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Autor/Fonte: Globo.com

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