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Atualizado em 18/07/2018 às 21h20

Portos de Itajaí e Navegantes buscam alternativas para dificuldades com greve dos caminhoneiros e embargos

Exportação de carnes caíram pela metade. Montadora norte-americana e maior espaço para manobras de navios são opções. Portos de SC buscam alternativas para manter fluxo de exportação Os portos de Itajaí e Navegantes, no Litoral Norte catarinense, buscam alternativas para as dificuldades enfrentadas neste ano com a greve dos caminhoneiros, em maio, e os embargos a frigoríficos por parte da União Europeia. Uma montadora norte-americana e mais espaço para navios fazerem manobras podem trazer resultados positivos. Impacto nas exportações Desde a cerâmica produzida no Sul do estado até os suínos criados no Oeste e as malhas fabricadas no Vale do Itajaí, 61% de tudo que é produzido em Santa Catarina é exportado, sai pelo Complexo Portuário de Itajaí. A greve dos caminhoneiros dificultou a entrada e a saída de produtos. Com os embargos da União Europeia, a exportação de carne bovina caiu 52%, a de frango, 46% e a de peixe, 44%, uma perda de US$ 919 milhões. Mesmo assim, o movimento nos Portos de Itajaí e Navegantes teve um aumento de 5% comparado com o mesmo período de 2017. A dragagem do leito do rio, feita do ano passado para cá, permitiu a chegada de navios mais pesados, carregando cerca de 2 mil contêineres a mais. Apostas A importação de carros pode ser mais uma aposta para aumentar as atividades. Uma montadora norte-americana está testando as operações do Porto de Itajaí. Se tudo der certo, Santa Catarina pode ser o porto de chegada oficial da marca no país. "É importante para a geração de riqueza para o estado e para o nosso município, já que os valores do ICMS [Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias] em função do produto com alto valor agregado dá um impacto significativo na receita tanto do estado quanto do município", afirmou o superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Salles. Do total movimentado nos dois portos, 68% passou por Navegantes. A expectativa é atingir números melhores a partir da conclusão da nova bacia de evolução. A partir de setembro, o espaço para manobra dos navios passará de 490 metros para 530 metros de diâmetro. "O que muda é que nós saímos de navios de 306 metros, que estamos autorizados e aptos a operar hoje, para navios de 336 metros. Esses navios já frequentam a costa brasileira, já operam contêiners e hoje não podem entrar no complexo", explicou o superintendente do Porto de Navegantes, Osmari Castilho Ribas. Veja mais notícias da região no G1 SC.
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Autor/Fonte: Globo.com

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