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Atualizado em 10/08/2018 às 07h20

Gilberto Gil depõe a Moro e diz que não viu Lula pedir nem receber vantagens indevidas

Cantor foi ministro da Cultura de Lula; ex-presidente é réu em ação da Lava Jato que envolve sítio em Atibaia (SP). Gilberto Gil, quando era ministro da Cultura, junto com o então presidente Lula e vice José Alencar Ricardo Stuckert / PR O cantor Gilberto Gil, que foi ministro da Cultura do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em depoimento à Justiça que não viu o petista pedir ou receber vantagem indevida em troca de atos praticados no exercício do cargo. Gilberto Gil prestou depoimento ao juiz federal Sérgio Moro – responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância – na quinta-feira (9), por videoconferência. A audiência era da ação que envolve o sítio de Atiba (SP), em que Lula é réu. O ex-presidente responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Lula nega as acusações. Gilberto Gil relatou que foi ministro da Cultura por quase seis anos. Ele ocupou o cargo entre janeiro de 2003 e julho de 2008. O cantor contou que tinha contato com Lula e que participava de reuniões, audiências e despachos. Segundo ele, quase todos os ministros eram chamados para participar das reuniões. Questionado por Moro, Gilberto Gil disse ter sido ministro quando José Dirceu – já condenado pela Lava Jato – era ministro e que não teve conhecimento do envolvimento de José Dirceu em nenhum esquema de corrupção. Gilberto Gil ainda afirmou conhecer o ex-ministro Antonio Palocci, condenado pela Lava Jato, e negou saber de esquemas de corrupção de Palocci. O cantor também negou saber se o marqueteiro João Santana, outro condenado na Lava Jato, era envolvido com corrupção. Lula é réu na Lava Jato na ação que envolve o sítio em Atibaia (SP) Nelson Almeida/AFP e Reprodução/TV Globo Veja mais notícias da região no G1 Paraná.
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Autor/Fonte: Globo.com

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