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Atualizado em 15/08/2018 às 12h20

Vídeo mostra revolta de mulher que teria sido assediada em ônibus em Maceió; OAB orienta que assédio deve ser denunciado

Na gravação, homem é mostrado com zíper da calça aberto, enquanto a mulher bate nele e grita pedindo respeito; suspeito fugiu. Vídeo mostra revolta de mulher contra homem suspeito de assediá-la em ônibus em Maceió Um vídeo gravado dentro de um ônibus em Maceió viralizou nas redes sociais nas últimas horas. A gravação mostra uma jovem revoltada com um homem suspeito de tê-la assediado sexualmente. Ele nega a acusação, ela dá tapas no homem, e os outros passageiros apenas observam (assista acima). A Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL) orienta que as vítimas de assédio procurem a polícia para denunciar casos como esses, pare que os criminosos não fiquem impunem. Na gravação, compartilhada nas redes sociais, é possível ver que o zíper da calça do suspeito está aberto. A mulher dá vários tapas nele e grita pedindo respeito. Outros passageiros pedem que o motorista não abra a porta do coletivo, para que o homem não fuja. Mas, assim que o ônibus para, a porta é aberta e ele desce correndo. Até o final da manhã, a Polícia Civil não havia recebido nenhuma denúncia sobre o caso. A reportagem não conseguiu localizar as pessoas que aparecem nas imagens. “A medida imediata naquele momento era acionar a guarnição [da polícia], para que a guarnição mais próxima fosse até o local; e que aquelas pessoas, até o próprio condutor, tendo ciência do que estava acontecendo, também encontrassem meios de fazer com que aquele homem que cometeu esse ato permanecesse no local e não fugisse, como aconteceu", orienta a vice-presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-AL, Ana Carolina Fidélis de Lima. Sobre a questão penal, a representante da OAB explica que é preciso apurar o que ocorreu desde o início, para que seja o ato seja tipificado corretamente. “A gente tem o registro do que aconteceu após a manifestação dela naquele momento, de ter desnaturalizado aquele ato, e a partir disso é que houve o registro. Mas o que foi que aconteceu antes? É importante que a gente saiba, porque pode ser desde uma contravenção penal até a caracterização de um estupro", ressalta. Ana Carolina reforça a importância de não deixar de fazer a denúncia, e ressalta que a vítima não deve se colocar em situação de risco. “Em situações análogas, é importante que saibam que existe uma punição que deve ser dada pelo Estado. A gente não entende que a punição deve ser dada com as próprias mãos, mas que haja uma punição por meio da denúncia, para que haja uma apuração”, conclui a advogada. Advogada Ana Carolina Fidélis Lima fala sobre penalidades em casos de assédio Reprodução/TV Gazeta Veja mais notícias da região no G1 Alagoas
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Autor/Fonte: Globo.com

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