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Atualizado em 14/09/2018 às 10h00

Após cotação recorde na véspera, dólar opera em queda

Na véspera, moeda dos EUA fechou a R$ 4,1952, maior valor desde o início do Plano Real. Notas de dólar Reuters/Dado Ruvic O dólar passou a operar em queda nesta sexta-feira (14), após atingir R$ 4,21 na abertura da sessão, com a cena eleitoral doméstica mantendo os investidores cautelosos em dia de novas pesquisas eleitorais sobre a corrida presidencial. Na outra ponta, o cenário externo mais tranquilo e a forte elevação nos últimos dias pode gerar alguma correção, segundo a Reuters. No dia anterior, a moeda fechou na maior cotação desde o início do Plano Real. Às 10h45, a moeda norte-americana caía 0,7%, negociada a R$ 4,1659 na venda. Veja mais cotações. Na máxima do dia, o dólar chegou a atingir R$ 4,2103. Na véspera, o dólar encerrou o dia em alta de 1,11%, a R$ 4,1952, novo recorde histórico de fechamento. Antes disso, a maior cotação havia sido em 21 de janeiro de 2016, quando a moeda chegou a R$ 4,1631. O maior valor intradia, entretanto, foi o registrado no dia 24 de setembro de 2015, quando o dólar chegou a R$ 4,2484. Nas casas de câmbio, o dólar turismo já é negociado acima de R$ 4,60 no cartão pré-pago, considerando a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). No acumulado do ano, a moeda dos EUA tem valorização de mais de 26% em relação ao real. No mês de setembro, o avanço é de mais de 3%. 6 pontos para entender por que o dólar está subindo tanto O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de outubro, no total de US$ 9,801 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral. Novo patamar e perspectivas A recente disparada do dólar acontece em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar. nvestidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram intenção de voto mais baixa para candidatos considerados mais pró-mercado. Na avaliação do mercado, os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto são menos comprometidos com determinados modelos de reformas econômicas considerados fundamentais para o ajuste das contas públicas. Na prática, as flutuações atuais ocorrem principalmente conforme cresce a procura pelo dólar: se os investidores veem um futuro mais incerto ou arriscado, buscam comprar dólares como um investimento considerado seguro. E quanto mais interessados no dólar, mais caro ele fica. Dólar vai a R$ 4,19 e atinge maior valor do Plano Real Podcast do G1: Onde o dólar vai parar? Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia. A visão dos analistas é de que o nervosismo tende a continuar até que se tenha uma maior definição da corrida eleitoral. A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em R$ 3,80, segundo último boletim Focus do Banco Central. Para o fechamento de 2019, permaneceu inalterada em R$ 3,70 por dólar. Saiba como proteger as compras do cartão de crédito das fortes oscilações do dólar
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Autor/Fonte: Globo.com

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