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Atualizado em 18/09/2018 às 20h00

Moradores improvisam postes com madeira para receber energia elétrica

Situação é registrada na segunda etapa do Irmã Dulce, na região sul de Palmas. Foi a população que puxou a fiação e todos pagam taxa de iluminação pública. Sem postes, moradores correm risco ao improvisar para receber energia elétrica em Palmas Os moradores precisam improvisar para ter energia elétrica na segunda etapa do Irmã Dulce, na região sul de Palmas. É que em vez de postes de concreto, há madeira. Algumas estão envergadas. Além de haver fios para todo o lado. Foram os próprios moradores que puxaram a fiação. O encarregado de obras José Reis diz que a conta de luz chega normalmente. Os relógios foram instalados longe do local. "A gente foi na Energisa e fez um cadastro com o endereço do pessoal que tem uma rede. Aí a gente conseguiu o relógio e puxamos a fiação para cá", conta. O cabeleireiro Sebastião Ribeiro Cândido paga por mês cerca R$ 200 na tarifa de energia elétrica. Todos os moradores também pagam taxa de iluminação pública no valor de quase R$ 20. "Cadê os postes, a rede de luz e a iluminação pública? Se você chegar aqui 19h, imagina que está entrando em uma favela. Um lugar praticamente esquecido. Não tem lâmpada em lugar nenhum", desabafa. O problema acontece em toda a segunda etapa do setor. Madeiras sustentando a fiação. Em um ponto tem gambiarra e a altura do fio não está correta. Moradores já entregaram ofícios para a prefeitura pedindo a instalação de postes, mas já passou mais de um ano e nada foi feito. Os ofícios foram entregues na Secretaria de Infraestrutura em junho de 2017. "Eu pedi para que eles olhassem os setores em volta que também não são regularizados como o próprio Irmã Dulce, Capadócia, setor Universitário. Todos esses que não são regularizados tem os postes de luz e aqui não tem", reclama o professor Paulo Rogério dos Santos. Enquanto a realidade não muda, quem mora no Irmã Dulce corre riscos. "Eu chego aqui muito tarde, às 23h, tudo escuro. Outro dia o poste caiu em cima do muro da minha casa com o fio de energia", conta a cabeleireira Janete Teles. Em nota, a Energisa disse que a rede de energia não é construída na etapa dois do Irmã Dulce porque não é uma área regularizada pela prefeitura. Afirmam que seguem as condições que a prefeitura impõe, ou seja, o plano urbanístico. Por isso os moradores não têm postes de concreto perto das casas. Em relação a instalação de medidores, as áreas que são regularizadas distribuem a energia para áreas irregulares. Ou seja, um poste de concreto que deveria distribuir energia para uma casa, distribui para cinco. Veja mais notícias da região no G1 Tocantins. Moradores improvisam poste com madeira Reprodução/ TV Anhanguera
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Autor/Fonte: Globo.com

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