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Atualizado em 18/09/2018 às 19h00

Professora de Juiz de Fora ganha prêmio estadual por campanha de prevenção ao suicídio

Lucilene Hotz Bronzato, do Colégio de Aplicação João XXIII, venceu etapa mineira da 11ª edição do Prêmio Professores do Brasil 2018 e agora compete em nível nacional. Fachada Colégio de Aplicação João XXII Juiz de Fora Gabriela Said/UFJF A professora Lucilene Hotz Bronzato, do Colégio de Aplicação João XXIII, de Juiz de Fora, foi premiada na etapa estadual da 11ª Edição do Prêmio Professores do Brasil 2018. A honraria foi concedida por conta do projeto “Campanha educativa: sim. O melhor é falar sobre o suicídio!”, cuja temática é a prevenção do suicídio e a valorização da vida. O Prêmio Professores do Brasil é uma iniciativa do Ministério da Educação em conjunto com instituições parceiras para reconhecer, divulgar e premiar trabalhos de docentes de escolas públicas que contribuem para a melhoria da qualidade da Educação Básica no Brasil. “Esse trabalho me abalou demais psicologicamente. Eu tive que me fortalecer, me convencer de algumas crenças, me encher de amor para só então lidar com esse drama contemporâneo. É uma recompensa ao meu esforço psicológico”, destacou a professora. Ela ressaltou ainda o empenho demonstrado pelos alunos e alunas no desenvolvimento das ações da campanha. “É um alento e um prêmio para todos os alunos e alunas que participaram da campanha, porque mostra que nem toda luta passa despercebida ou é em vão. Incentivou os alunos a exercitarem a alteridade e a compaixão, indo, pois, ao encontro da valorização da vida. Estou muito feliz, satisfeita e emocionada”, revelou. De acordo com a professora, o objetivo inicial era o ensino da argumentação escrita e oral, mas ela se surpreendeu com os alunos, pois ao invés de sugerirem a discussão de temas mais corriqueiros como violência, gravidez na adolescência e aborto, os principais temas propostos foram a depressão e o suicídio. Diante desta demanda, Bronzato se preparou para tratar dos temas com artigos científicos e dossiês disponibilizados na internet, que convergiam em um ponto específico: “É essencial tratar abertamente sobre esse tema”. Por ser ainda considerado delicado e pouco abordado na sociedade, a professora buscou fortalecer os estudantes para aguentarem emocionalmente as discussões. Para isso, ela desenvolveu a dinâmica “Sobra alegria em nossas vidas”, que resultou em um mural, onde os alunos preenchiam com “coisinhas à toa que deixam a gente feliz”. A discussão evoluiu e acabou se tornando uma campanha educativa na escola, com relatos de tentativas de suicídio. A proposta foi feita pelos próprios estudantes, com base nos estudos tratados com a professora. A campanha abordou a valorização da vida e propostas de possíveis soluções para problemas como depressão e solidão. A campanha incluiu confecção de cartazes divulgando as principais informações colhidas, um adesivo para quem quisesse aderir à campanha, bem como contatos para obter ajuda, como o Centro de Valorização da Vida (CVV) através do telefone 188. Além disso, os alunos dividiram-se para visitar as 21 salas de aula do Colégio, do Ensino Fundamental II ao Ensino Médio. A professora destacou que a rotina que a maioria dos jovens vive atualmente representa uma rotina de pressões e solidão. “A invisibilidade que hoje avassala as relações tem de ser superada, ao menos, na escola. Os alunos do 9º ano do João XXIII contribuíram concretamente para a valorização de uma cultura da paz e de boa convivência, essenciais a quem procura e precisa de uma sociedade mais humanizada”, completou.
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Autor/Fonte: Globo.com

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